O indicador de Intenção de Compras das Famílias (ICF), calculado pela Confederação Nacional do Comércio, aumentou 1,8% em janeiro, passando para 139,7 pontos. Acima de 100 pontos, o índice mostra que o nível de disposição para consumo é elevado.
Na avaliação da CNC, os principais motivos para o aumento da confiança dos consumidores são o reajuste de 14,1% do salário mínimo, e as medidas adotadas pelo Banco Central (que está reduzindo a taxa básica de juros e a tributação de alguns produtos de consumo).
O indicador ICF é formado por sete itens: emprego atual, renda, compra a prazo, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo e situação da produção de bens duráveis.
Segundo o levantamento de janeiro, todos os sete itens subiram na comparação mensal.
O brasileiro sente-se muito seguro para parcelar compra de itens relacionados à alimentação e a roupas, segundo a pesquisa O Observador 2011. O levantamento mostrou que 75% dos entrevistados disseram-se “muito seguros” e “seguros” quando parcelam compras de alimentos e que 64% têm esse sentimento no consumo de roupas.
A pesquisa revelou também que a segurança fica menor quando se trata de eletrodomésticos. Os índices de segurança revelados pelo estudo foram de 43% no caso de televisores, 42% na compra de fogões e 41% no caso das geladeiras. Na aquisição de carros, apenas 23% revelaram se sentir seguros ao decidir pela compra parcelada.
Por regiões, os consumidores do Sul são os que mais se sentem seguros ao parcelar suas compras, com índices de 98% e alimentos, 88% e roupas, 66% em televisores, 65% em fogões e 64% em geladeiras. Na aquisição de carros, no entanto, o Sul é a segunda região menos confiante no parcelamento, com 22%. No Nordeste a porcentagem é de confiança é de 7% quando se trata de compra veículos, em comparação a 33% no Norte/Centro-Oeste e a 30% no Sudeste.
O sonho dos consumidores das classes de renda mais baixa (C, D e E) em relação a um novo celular é que o aparelho permita acesso à internet. Essa conclusão é da pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE, que após ouvir 336 pessoas daquelas classes de renda revelou: 78% dos entrevistados consideram o uso do celular para ter acesso à internet como item “muito importante” entre os recursos oferecidos pelos telefones celulares.
Outra ferramenta valorizada pelos consumidores dessas classes é o MP3, citado por 73% como fator relevante entre as atrações oferecidas pelos celulares.
Também mereceram destaque a câmera para tirar fotos, lembrada por 71% dos pesquisados, “Bluetooth” ( 70%), e câmara de filmar (69%).
Além disso, apareceram na pesquisa o acesso a e-mail, citado por 64% dos entrevistados, SMS e torpedo (63%), rádio (53%), e arquivos de Word, Excel e PDF (48%).
Os consumidores da classe C optam pelo financiamento na compra de carros praticamente na mesma proporção dos compradores da classe AB.
A constatação é da pesquisa O Observador 2011, que revelou: 67% da classe AB financiam a compra de carro, em comparação aos 65% da classe C. Nenhum dos entrevistados da classe DE declarou ter feito esse tipo de empréstimo, provavelmente porque não tiveram condições de adquirir um veículo.
A porcentagem de entrevistados que financiaram a compra de geladeira foi maior na AB (76%) do que nas classes C (60%) e DE (69%). Na compra de fogão, a classe DE aderiu em massa ao financiamento: 100% dos entrevistados afirmaram que adotaram essa opção. A proporção foi de 75% na classe C e de 43% na AB.
Quando se trata da compra de televisão a porcentagem é quase igual de compra financiada nas classes DE (76%) e C (73%). Nesse item, a parcela dos consumidores da AB que optaram pelo financiamento foi de 52%.
O consumidor internauta prefere utilizar o cartão de crédito e o crediário em suas compras via computador, segundo a pesquisa O Observador. O levantamento mostrou que 75% dos entrevistados escolhem o crediário e 42% optam pelo cartão de crédito ao fazer compras via internet porque essas opções lhes dão mais facilidade de parcelar o pagamento dos produtos e serviços adquiridos on-line.
Em relação ao cartão de crédito, outras vantagens apontadas por esses consumidores são a maior possibilidade de conseguir descontos, lembrada por 18% dos entrevistados, maior segurança (13%), comodidade (12%) e rapidez da entrega (10%).
Os consumidores que usam a internet apontam entre vantagens de usar o crediário, além do parcelamento, a maior segurança (19%) e comodidade (6%).
A maioria dos consumidores não vai aos shopping centers para fazer compras. Esse dado surpreendente faz parte de pesquisa realizada pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), que mostrou: 46% dos entrevistados vão aos centros de compra para passear (17%), fazer refeições (13%), usar os serviços disponíveis (10%) e para lazer (6%).
A pesquisa revelou que 37% dos consumidores vão aos shopping centers para fazer compras. A porcentagem é maior na classe A (41%) e recua entre os entrevistados da classe B (37%) e das classes C e D, nas quais o índice é 31%.
De uma maneira geral, independentemente do motivo, os brasileiros têm presença assídua nos shopping centers. De acordo com o levantamento, 51% vão todas as semanas aos centros de compras, 17% visitam um shopping a cada 15 dias e 14% fazem essas visitas apenas uma vez por mês.
O otimismo do consumidor está em alta, tanto em relação à sua situação financeira pessoal quanto à economia em geral para os primeiros seis meses deste ano.
Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em conjunto com o Instituto Ipsos mostrou que o Índice Nacional de Confiança do Consumidor cresceu para 176 pontos em dezembro, em comparação aos 170 pontos de novembro e aos 163 pontos de dezembro de 2010.
A confiança dos entrevistados na condição financeira pessoal para o primeiro semestre de 2012 teve índice de 58%, enquanto os pessimistas representaram 12% do total pesquisado.
Os consumidores preveem que também a economia em geral vai ficar mais forte de janeiro a junho: 49% deles acreditam nesse fortalecimento para o período, em comparação a apenas 14% que estimam queda no ritmo de crescimento da economia.
A maioria dos consumidores brasileiros não tem o hábito de obter informações sobre as empresas em que pretende conseguir um empréstimo, nem sobre possíveis descontos nas parcelas do financiamento. Essas informações são da pesquisa O Observador, que mostrou: apenas 6% dos entrevistados buscam informações sobre o banco ou financeira que vai emprestar o dinheiro para ele fazer suas compras, e nenhum deles se preocupa com desconto nas prestações.
A procura de dados sobre a instituição que emprestará os recursos é maior na classe AB, na qual 10% informaram que tomam esse tipo de atitude ao fazer um financiamento. A proporção cai para 7% na classe C e para 2% na classe DE.
Por região do País, os consumidores do Sul são os mais precavidos em relação à fonte de seus financiamentos: 11% disseram que vão atrás de informações sobre a fonte dos recursos. Em seguida apareceram os entrevistados da região Norte/Centro-Oeste, com 10%, e depois vieram os do Sudeste (6%) e os do Nordeste (3%).
As mulheres da classe C escolheram a caderneta de poupança como investimento favorito.
Dados da pesquisa realizada pela Quorum Brasil mostram que 24% delas investem em caderneta de poupança, entre as entrevistadas com renda mensal entre R$ 900 e R$ 1.500. Já entre aquelas que recebem de R$ 1.600 até R$ 2.500, 27% dão prioridade à poupança.
Em segundo lugar entre o público feminino dessa faixa de renda, aparece o investimento em imóveis. Segundo a pesquisa, 3% das mulheres com salário mensal entre R$ 900 e R$ 1.500 fazem essa opção de aplicação.
O número cresce à medida que a renda aumenta: entre aquelas que recebem de R$ 1.600 até R$ 2.500 por mês, 23% investem em imóveis.
O consumidor que compra via internet está satisfeito principalmente com a variedade de escolha que os sites permitem. Segundo a pesquisa O Observador, esse foi o item de maior nível de satisfação (98%) entre os internautas consumidores, em relação às compras on-line.
O levantamento mostrou também que o nível de aprovação desses internautas é de 95% em relação à qualidade dos produtos adquiridos via computador. Em seguida, com 94% de satisfação, aparecem competitividade dos preços, segurança na realização do pagamento e informação sobre os produtos.
Quanto às possibilidades de crédito, o índice é de 92% e em relação à clareza na apresentação dos produtos o nível de satisfação é de 91%.
Os índices são mais baixos (embora permaneçam em níveis elevados) quando se trata de entrega dos produtos (89%) e de conveniência e rapidez das compras (79%).
A confiança do consumidor voltou a subir em novembro, com elevação de 3,3% na comparação com outubro (quando a alta mensal foi de 0,4%) , segundo o Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostrou saldo positivo pela segunda vez consecutiva.
Calculado na escala até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança), o ICC acelerou de 115,2 pontos em outubro para 119 pontos em novembro.
A alta foi influenciada tanto pela melhora das avaliações sobre o momento atual quanto das expectativas em relação ao futuro. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois sub-indicadores do ICC, subiu 5,2% em novembro, após cair 1,6% em outubro.
Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2% em novembro, em comparação à alta de 1,9% no mês anterior.
A classe C é a que está mais disposta a economizar e menos predisposta a aumentar seus gastos. De acordo com a pesquisa O Observador 2011, 82% dos entrevistados dessa classe de renda planejam fechar o ano com mais dinheiro guardado, enquanto 45% programam elevar suas despesas.
O levantamento mostrou também que 80% dos pesquisados da classe AB querem terminar este ano com maiores economias e que 54% pretendem gastar mais. Na classe DE, a porcentagem dos que preveem aumento das economias foi de 71%, enquanto 51% preveem crescimento das despesas.
Levando em conta o resultado consolidado com todas as classes de renda, a porcentagem dos que planejam aumentar suas economias foi de 79% (maior índice desde que a pesquisa foi iniciada, em 2005), enquanto os que pretendem gastar mais representaram 48% do total, também a porcentagem mais alta em seis anos, mas no mesmo nível de 2007 e 2008.
Os consumidores do Norte/Centro-Oeste gastam com lazer quase a mesma quantia que as pessoas do Sudeste, segundo a pesquisa O Observador 2011. O levantamento mostrou que as despesas mensais com esse item somaram em média R$ 147 no Sudeste e R$ 142 no Norte/Centro-Oeste.
De acordo com a pesquisa, o gasto com lazer é bem menor nas regiões Sul (R$ 99) e Nordeste (R$ 74).
Na divisão por classes de renda, a despesa média mensal da classe AB somou R$ 177 com lazer, bem acima das classes C (R$ 90) e DE (R$ 67).
Segundo o levantamento, a média de despesas mensais com lazer em todo o país, levando em consideração todas as classes de renda, somou R$ 133.
Recente pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas mostrou que os gastos com academias de ginástica subiram 24,75% entre setembro de 2008 e agosto de 2011. Com esse aumento, essas despesas foram as que mais cresceram na categoria denominada pela FGV como “virtuosa”, ou seja, voltada para aspectos positivos, como saúde, educação e lazer.
De acordo com o levantamento, o segundo maior aumento entre essas despesas foi com escolas e cursos suplementares, que subiram em média 20,84% no período. Em seguida, vieram os gastos com cinema, teatro e shows, que aumentaram 17,75%.
Na categoria que a FGV chama de “vícios”, a maior alta aconteceu nos itens cigarros (40,19%), bebidas alcoólicas (19,53%) e jogos lotéricos (15,49%) no período de 36 meses encerrado em agosto de 2011.



