As mulheres da classe C escolheram a caderneta de poupança como investimento favorito.
Dados da pesquisa realizada pela Quorum Brasil mostram que 24% delas investem em caderneta de poupança, entre as entrevistadas com renda mensal entre R$ 900 e R$ 1.500. Já entre aquelas que recebem de R$ 1.600 até R$ 2.500, 27% dão prioridade à poupança.
Em segundo lugar entre o público feminino dessa faixa de renda, aparece o investimento em imóveis. Segundo a pesquisa, 3% das mulheres com salário mensal entre R$ 900 e R$ 1.500 fazem essa opção de aplicação.
O número cresce à medida que a renda aumenta: entre aquelas que recebem de R$ 1.600 até R$ 2.500 por mês, 23% investem em imóveis.
O consumidor que compra via internet está satisfeito principalmente com a variedade de escolha que os sites permitem. Segundo a pesquisa O Observador, esse foi o item de maior nível de satisfação (98%) entre os internautas consumidores, em relação às compras on-line.
O levantamento mostrou também que o nível de aprovação desses internautas é de 95% em relação à qualidade dos produtos adquiridos via computador. Em seguida, com 94% de satisfação, aparecem competitividade dos preços, segurança na realização do pagamento e informação sobre os produtos.
Quanto às possibilidades de crédito, o índice é de 92% e em relação à clareza na apresentação dos produtos o nível de satisfação é de 91%.
Os índices são mais baixos (embora permaneçam em níveis elevados) quando se trata de entrega dos produtos (89%) e de conveniência e rapidez das compras (79%).
A confiança do consumidor voltou a subir em novembro, com elevação de 3,3% na comparação com outubro (quando a alta mensal foi de 0,4%) , segundo o Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostrou saldo positivo pela segunda vez consecutiva.
Calculado na escala até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança), o ICC acelerou de 115,2 pontos em outubro para 119 pontos em novembro.
A alta foi influenciada tanto pela melhora das avaliações sobre o momento atual quanto das expectativas em relação ao futuro. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois sub-indicadores do ICC, subiu 5,2% em novembro, após cair 1,6% em outubro.
Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2% em novembro, em comparação à alta de 1,9% no mês anterior.
A classe C é a que está mais disposta a economizar e menos predisposta a aumentar seus gastos. De acordo com a pesquisa O Observador 2011, 82% dos entrevistados dessa classe de renda planejam fechar o ano com mais dinheiro guardado, enquanto 45% programam elevar suas despesas.
O levantamento mostrou também que 80% dos pesquisados da classe AB querem terminar este ano com maiores economias e que 54% pretendem gastar mais. Na classe DE, a porcentagem dos que preveem aumento das economias foi de 71%, enquanto 51% preveem crescimento das despesas.
Levando em conta o resultado consolidado com todas as classes de renda, a porcentagem dos que planejam aumentar suas economias foi de 79% (maior índice desde que a pesquisa foi iniciada, em 2005), enquanto os que pretendem gastar mais representaram 48% do total, também a porcentagem mais alta em seis anos, mas no mesmo nível de 2007 e 2008.
Os consumidores do Norte/Centro-Oeste gastam com lazer quase a mesma quantia que as pessoas do Sudeste, segundo a pesquisa O Observador 2011. O levantamento mostrou que as despesas mensais com esse item somaram em média R$ 147 no Sudeste e R$ 142 no Norte/Centro-Oeste.
De acordo com a pesquisa, o gasto com lazer é bem menor nas regiões Sul (R$ 99) e Nordeste (R$ 74).
Na divisão por classes de renda, a despesa média mensal da classe AB somou R$ 177 com lazer, bem acima das classes C (R$ 90) e DE (R$ 67).
Segundo o levantamento, a média de despesas mensais com lazer em todo o país, levando em consideração todas as classes de renda, somou R$ 133.
Recente pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas mostrou que os gastos com academias de ginástica subiram 24,75% entre setembro de 2008 e agosto de 2011. Com esse aumento, essas despesas foram as que mais cresceram na categoria denominada pela FGV como “virtuosa”, ou seja, voltada para aspectos positivos, como saúde, educação e lazer.
De acordo com o levantamento, o segundo maior aumento entre essas despesas foi com escolas e cursos suplementares, que subiram em média 20,84% no período. Em seguida, vieram os gastos com cinema, teatro e shows, que aumentaram 17,75%.
Na categoria que a FGV chama de “vícios”, a maior alta aconteceu nos itens cigarros (40,19%), bebidas alcoólicas (19,53%) e jogos lotéricos (15,49%) no período de 36 meses encerrado em agosto de 2011.
Os consumidores do Nordeste são os que mais utilizam financiamentos na compra de geladeira, fogão e televisão, segundo revelou a pesquisa O Observador 2011. Entre os entrevistados da região, 100% disseram que adquiriram geladeira via empréstimo, enquanto 91% optaram por financiar a compra de fogão e 88% usaram essa alternativa ao adquirir uma televisão.
No Norte/Centro-Oeste, a compra financiada de geladeira foi a opção de 68% dos pesquisados, enquanto 71% fizeram empréstimo para adquirir fogão e 87% na compra de uma televisão.
O consumo financiado teve índices elevados também no Sudeste: 70% para geladeiras, 73% para fogões e 61% nas televisões. No Sul, as porcentagens foram menores, de acordo com a pesquisa, alcançando 45% em geladeiras, 17% em fogões e 35% em televisões.
Mais de um terço dos brasileiros (37%) compram roupas todos os meses e a maioria não procura informações sobre a origem do produto. As informações são de pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento (Mdic).
O levantamento realizado com 1.900 pessoas das principais capitais brasileiras, foi realizado para que se amplie o conhecimento sobre os hábitos de consumo de produtos das indústrias têxtil e de confecção, que enfrentam forte concorrência de produtos importados.
A maioria dos entrevistados costuma comprar roupas em lojas de rua (56% do total) em shoppings (37%), de acordo com o levantamento. As formas de pagamento mais utilizadas na compra de vestuário, segundo a pesquisa, são dinheiro (56%) e cartões (36%, sendo 30% de crédito e 6% de débito).
A inadimplência dos consumidores não assusta o comércio varejista para 2012. Pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços, que administra o SCPC, com mais de 300 lojistas, mostrou que 50,6% deles preveem crescimento moderado dos pagamentos atrasados no ano que vem, apesar das incertezas. Além disso, 21,2% estimam que a inadimplência vai se manter no mesmo nível de 2011.
Apenas 14,4% dos entrevistados consideram que o crescimento desse item será acentuado no próximo ano. Já 13,8% estimam que a inadimplência vai ter recuo (12,2% acham que a queda será moderada e 1,6% preveem que a redução será expressiva).
O otimismo dos varejistas baseia-se também na previsão de que haverá maior oferta de crédito para o consumidor – segundo a pesquisa, 75% dos comerciantes preveem que o volume de empréstimos vai crescer em 2012.
Os períodos promocionais com desconto são o item mais valorizado pelos internautas consumidores, de acordo com a pesquisa O Observador 2011. O levantamento revelou que 58% dos entrevistados apontam as promoções como item que mais os atrai nas compras via internet, em comparação aos 52% da pesquisa anterior.
Os “e-consumidores” destacaram como vantagem também o frete grátis, lembrado por 57% do entrevistados. No entanto, houve queda em relação ao levantamento anterior, quando esse item foi o primeiro colocado entre as vantagens apontadas, com 68% do total.
Já a entrega com hora marcada foi o destaque para 50% dos pesquisados, em comparação aos 38% da pesquisa O Observador 2010.
Outro item que agrada os internautas consumidores são os parcelamentos diferenciados oferecidos nas compras pela internet – apontados por 27% dos entrevistados, contra 20% no levantamento anterior.
Nem os sinais de queda da atividade econômica desanimam o consumidor brasileiro, como ficou claro em pesquisa realizada pela Nielsen em 56 países. Segundo o levantamento, a confiança do brasileiro foi a que mais cresceu no terceiro trimestre nessa amostragem. A Nielsen é uma empresa global de análises e pesquisas.
A pesquisa referente ao período julho-setembro mostrou que a confiança do consumidor brasileiro subiu 16 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre (de 96 para 112 pontos).
O levantamento, porém, indicou uma piora na confiança global com a economia, com uma queda de um ponto no índice global, que ficou em 88 pontos.
O estudo da Nielsen mostrou também um aumento de 65% para 78% na proporção de brasileiros que consideram boas ou excelentes as perspectivas de suas finanças pessoais para 2012.
A despesa com condomínio foi a que mais cresceu nos últimos seis anos, entre os itens que fazem parte da pesquisa O Observador. O levantamento mostrou que esses gastos subiram de R$ 50 em 2005 para R$ 150 no estudo mais recente, o que significa uma elevação de R$ 100 no período.
Em segundo lugar aparece na pesquisa o gasto com supermercado, que foi de R$ 276 em média por mês em 2005 e aumentou para R$ 375 no ano passado, uma alta de R$ 99. Outro item que pesou nas despesas foi o aluguel, que subiu R$ 209 em média há seis anos para R$ 299 no ano passado, uma alta de R$ 90 no período. Os números não levam em conta a inflação do período.
A pesquisa revelou também que as despesas com menor alta foram gás de rua ou de botijão (de R$ 32 para R$ 41 em seis anos) e água e esgoto (de R$ 31 para R$ 40). Em seguida aparece transporte coletivo, que aumentou de R$ 61 para R$ 71 no período, e energia elétrica, em que o gasto aumentou de R$ 64 para R$ 74. Além disso, os remédios subiram de R$ 71 para R$ 88 em média desde 2005.
Os gastos com higiene pessoal e saúde representam 8% do consumo dos brasileiros este ano, o que equivale a R$ 187 bilhões. Os dados são da pesquisa do Projeto Farma/Cosméticos, que revelou também que cerca de R$ 70 bilhões são destinados à compra de medicamentos.
Neste ano, para as demais despesas com saúde os brasileiros gastaram aproximadamente R$ 68 bilhões até agora. Esses gastos incluem planos de saúde, consultas médicas e de dentistas, tratamentos ambulatoriais, hospitalização, exames e cirurgias, entre outras.
Segundo o levantamento, os gastos com produtos e serviços de cuidados pessoais, que incluem produtos de higiene e cosméticos, somaram R$ 48,8 bilhões este ano.
O Sudeste lidera os gastos com saúde e higiene pessoal, com 54,54% do total. A região Nordeste fica na segunda posição, com fatia de 18,2% do total.
Os consumidores brasileiros estão, de maneira geral, cada vez mais empenhados em poupar. Dados da pesquisa O Observador 2011 revelam que a proporção dos entrevistados que pouparam aumentou de 6% do levantamento anterior para 8% no estudo mais recente.
Na divisão por classes de renda, a porcentagem dos que guardaram dinheiro na faixa AB cresceu de 10% para 15% no período, enquanto na classe DE o aumento foi de 1% para 3%. Entre os entrevistados da classe C, no entanto, a fatia de poupadores teve redução de 8% para 7%.
Quando se faz a divisão por regiões, o grupo de poupadores cresceu no Nordeste (de 3% para 5%), no Norte/Centro-Oeste (de 8% para 9%) e principalmente no Sudeste, onde a elevação foi de 6% para 10%. A única região do País em que a fatia de poupadores teve redução foi o Sul, de 8% para 7%, segundo a pesquisa.
A compra parcelada de roupas e calçados foi a principal causa de inadimplência dos consumidores. Segundo pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços e pela Associação Comercial de São Paulo, 26% dos entrevistados afirmaram em setembro que o consumo daqueles produtos resultou em inadimplência. O porcentual foi de 21% em setembro de 2010, de acordo com o levantamento.
O estudo mostrou que eletrodomésticos foram apontados como segunda maior causa de inadimplência, com 19% do total. Em seguida apareceram empréstimo pessoal e alimentação, ambos com 10%.
A pesquisa revelou também que 63% dos entrevistados pretendem quitar seus débitos nos próximos 30 dias, e que 85% deles vão usar o salário para pagar suas dívidas, cortando gastos para poder saldar seus compromissos.



